quinta-feira, 1 de março de 2012

Os meteorologistas estavam certos



Nuvens ameaçadoras pareciam olhar para mim


Ontem o dia nasceu perfeito. O sol brilhava num céu praticamente sem nuvens e o perfume de plantas e flores davam um toque primaveril ao ar.

Como esse tempo tão bom contrariava totalmente as previsões meteorológicas, que falavam em muita chuva e tempestade, debochei:


— Estes meteorologistas querem me deixar louco. Cadê a tal chuva forte?

E tudo indicava que o dia continuaria assim. Afinal, durante a manhã, cumpri meus compromissos sob um sol que queimava bastante e, no meio da tarde, quando fui buscar meus filhos e minha esposa, o clima continuava o mesmo.

Tranquilamente peguei meus filhos e parti para a próxima parada, a Vila Santa Isabel, em Viamão, onde minha esposa me aguardava.

No meio do caminho, tudo mudou. De repente era como se o céu estivesse caindo sobre as nossas cabeças, pois um grande temporal desabou.

Quando isso aconteceu, eu estava no final da Avenida Ipiranga e tinha que seguir em frente.

Fiz como a maioria dos motoristas que estavam no local, liguei o pisca-alerta e com muita cautela continuei dirigindo.

Ainda bem que, da mesma maneira que começou, tudo terminou. Quando chegamos em frente a escola onde minha esposa trabalha, a chuva havia cessado.

Eu sabia que a calmaria era momentânea, pois em cima do caminho que teria que passar para chegar em casa, grande nuvens carregadas pareciam olhar ameaçadoramente para mim.

E não deu outra, no meio do trajeto, uma nova tempestade nos pegou. Não eram 6 horas da tarde e, além da forte chuva, o dia virou noite.

Felizmente não demorou muito para o mau tempo dar uma nova trégua e a parte final de nossa pequena jornada foi feita sob uma fraca garoa.

Passamos por momentos bem assustadores, mas no final deu tudo certo, inclusive a previsão dos meteorologistas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mais amor, menos motor





Na esquina das avenidas Ipiranga e Érico Veríssimo tem uma carcaça de bicicleta toda rosinha. Mesmo detonada, está presa com correntes. Se não fosse assim, certamente algum vândalo a levaria embora.

Ela pode ser considerada um pequeno marco para aqueles que buscam uma qualidade de vida melhor em nossa cidade, pelos valiosos dizeres que carrega na pequena placa:

— Mais amor, menos motor.

Quando vi os meigos restos desta bicicleta, lembrei dos meus tempos de ciclista.

Faz bastante tempo. Eu estava prestes a tirar a tão sonhada carteira de motorista, mas como era um simples estagiário, não tinha dinheiro nem para comprar um velho fusca.

Depois de muito pesquisar, fiquei convencido que o único veículo que tinha condições de adquirir, era uma bicicleta.

Fui até a antiga Casa Catraca, que ficava no bairro Azenha, e comprei uma Peugeot 10 marchas, importada.

Naquele tempo uma bicicleta com marchas era novidade e chamava muita atenção.

Andava com ela por todos os cantos da cidade e por isso era muito comum ouvir:

— Te vi de bicicleta em tal lugar ...

— Tu passaste com tua bicicleta pela frente de minha casa ...

Na verdade eu virei uma espécie de centauro, mas em vez de meio cavalo, era meio bicicleta.

Era com ela que eu ia para o trabalho, para algum campo de futebol, passear, visitar alguém ou encontrar a namorada.

Não é preciso dizer que foi a época de minha vida em que estive em minha melhor forma física.

Apesar de andar muito de bicicleta, nunca tive problemas mais sérios no trânsito. Os tempos eram outros, havia bem menos carros nas ruas e as pessoas não estavam tão estressadas.

Quem usa uma bicicleta para locomover-se em nossa cidade, nos dias de hoje, deve ser obrigado a fazer isso, ter algum parafuso a menos na cabeça ou ser muito corajoso, porque é muito perigoso.

Tomara que os movimentos a favor da construção de ciclovias e do uso da bicicleta como meio de transporte, consigam mudar esta situação tão triste.

Realmente nossas ruas estão precisando ter menos motor e muito mais amor.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vontade de voltar para a praia




No calendário faz quase dois meses que 2012 começou, mas na prática, este ano iniciou para mim somente hoje, quando não há mais ninguém lá em casa que esteja de férias.

Neste momento tudo fica mais complicado em minha vida. Para começo de conversa,  passo a levantar diariamente às 5h30 da manhã.

É que para ficar com o carro, tenho que dar uma carona para todos, percorrendo um roteiro bem longo.

A jornada começa perto de Ipanema, na zona sul de Porto Alegre, passa pelo Colégio Militar, segue pela Rua Ramiro Barcelos e finalmente chega a Vila Santa Isabel, em Viamão.

Somente depois que estas tarefas estão cumpridas, é que minhas preocupações e compromissos começam a receber a devida atenção.

Claro que os primeiros dias são os piores, principalmente se o sol e o calor continuam intensos, fazendo a saudade do mar bater mais forte.

O bom tempo e o reinício da correria e do stress, ilusoriamente, transformam a praia num lugar perfeito

É como se o sol sempre dominasse o céu, sem que os raio-ultravioletas queimassem a nossa pele e a cor do mar fosse permanentemente esverdeada ou azulada, meio transparente, com ondas perfeitas para quem quisesse pegar jacaré.

Bem como mostra a foto tirada na praia de Itaguaçú, em São Francisco do Sul, onde meus filhos exibem a técnica do esporte que lhes apresentei.

Para completar, cerveja gelada e churrasco ao meio-dia.

Mas não dá para perder tempo pensando nisso. Mesmo contra a vontade, é preciso encarar a vida real, atender bem aos clientes, pagar as contas e não deixar o limite da conta bancária estourar.


Só que cada vez que penso neste tipo de coisa, sinto uma vontade muito grande de voltar correndo para a praia.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dever de pai




Às três e meia da madrugada deste domingo, o celular tocou. Era um de meus filhos adolescente avisando que a festa em que ele estava chegou ao fim e que eu poderia buscá-lo.

Não tem jeito. Apesar do sono e da preguiça, me arrumo rapidamente e vou pegar o carro.

Apesar de preferir continuar dormindo, até que gosto de sair em um horário como este.

As ruas estão vazias e, mesmo correndo o perigo de ser assaltado se parar em algum lugar ou de encontrar um motorista bêbado pelo caminho, sinto uma grande paz.

No início de meu passeio obrigatório, encontro dois jovens bebendo cerveja enquanto caminhavam.

Mais adiante um rapaz leva sua namorada para casa. A rua estava completamente deserta. Achei que eles estavam se arriscando um pouco.

Na Avenida Vicente Monteggia, passo por uma tenda que vende frutas da época durante às 24 horas do dia. Pelo menos no finais de semana.

Acho engraçado quando vejo o atendente dormindo em uma cadeira, mas é difícil imaginar alguém comprando uma melância às quatro da manhã.

Passo pelo estádio Beira-Rio e percebo que ninguém está trabalhando nas reformas para a Copa do Mundo. Não é uma questão de horário. As obras estão paradas mesmo.

Acho que Porto Alegre acabará ficando fora do evento.

Finalmente chego ao local da festa e pego meu filho.

Na volta continuo sozinho com meus pensamentos e com a música do rádio. É que exausto, ele dorme no banco de trás.

No caminho dou uma rápida parada na Vila Assunção e tiro uma foto para registrar o início da manhã porto-alegrense.

São quase cinco horas da manhã quando finalmente chegamos em casa.

Tomo um rápido banho e me atiro na cama.

Depois de ter cumprido meu dever de pai, quero curtir um merecido sono.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A praia do Carnaval




Para mim, o melhor local para se passar o Carnaval, é uma praia.

Mas tem que ser um lugar especial, de mar tranquilo, limpo, quente e com ondas perfeitas para prática de meu esporte preferido, o surf de peito, mais conhecido como pegar jacaré.

Também não deve ter muita gente, nem supermercado com filas, ou restaurantes e bares lotados.

Pode ser em Santa Catarina, mas sem os engarrafamentos da BR-101.

Como nada disso é possível, resolvi ficar em Porto Alegre e enfrentar o terrível calor.

Num de meus passeios, durante o feriado, fui até a beira do lago Guaíba, na Vila Assunção.

Gosto muito da paisagem que fica em frente a Praça Araguaia. A vista do lago é muito bonita e, a presença contante de um pequeno barco, dá ao lugar um ar meio bucólico.

O visual no início de cada dia é muito próximo da praia que sonho.

Só estão faltando as pequenas ondas e, principalmente, a água limpa.

A bateria dos monges




Uma das imagens que mais gostei, neste período de Carnaval, está nesta foto da AP, que parece mostrar parte de uma bateria de escola de samba.

Na verdade são monges tibetanos exilados, tocando tambor e címbalos, no primeiro dia do Ano Novo Tibetano, em Dharmsala, na Índia.

De certa maneira o Ano Novo no Brasil, também está começando.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nossas Palmeiras Noturnas





Porto Alegre tem uma nova espécie de Palmeiras. São as Palmeiras Noturnas que o arquiteto Nico Rocha e a arquiteta e designer Ceres Storchi criaram para o Artemosfera.

Esta obra é composta por três árvores artificiais com pétalas de acrílico coloridas e lâmpadas de LED apropriadas para iluminação noturna.

A intervenção foi feita na Avenida Guaíba, em frente à Praça Araguaia, na Vila Assunção.

Durante o dia elas também enfeitam a paisagem, pois sombras coloridas são projetadas ao redor das árvores quando o sol bate nas placas de acrílico.